"CORAÇÂO TAGARELA" ... Uma maneira maravilhosa de dividir com amigos e familia minhas mais doces emoções poeticas....
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Poema: OS TROVÕES DA MINHA TERRA
Verdades, mistérios, crenças e lendas, revelam
aparências de um povo feliz. Montanhas, densas
matas e cascatas, são palcos da natureza, verdades
e belezas deste lugar. Tudo se movimenta...
Os fortes ventos refrescam a terra, encrespam
o mar, assustando o pescador.
E eu, apenas, aprecio. Despede-se o dia e chega
a noite, com estrelas e luar, sugerindo o amor.
Voam, sem pousar, os alegres pássaros
marinhos, sinalizando, ao barqueiro, aportar.
É hora do trovão falar alto, querendo a trovoada
impressionar.
E o costão expulsa as ondas do mar, parecendo
um guardião.
Estremece a Ilha, mas nada assusta
a menina faceira, que consulta a feiticeira, para
o seu namorado conquistar. Faz macumba e simpatia, coloca
o santo padroeiro no galinheiro, até o seu
amor chegar.
Ao raiar do dia, tudo volta
ao normal, nesta "Ilha da Magia" !
domingo, 17 de maio de 2015
Poema: O EREMITA DO AMOR
Olhou-me nos olhos, paralisada.
Disse haver sido vítima da precipitação.
Não queria, não podia, não devia, não e
não... muito menos, me ofender.
Que me amava, com profunda emoção,
jurando, tudo isto, do fundo do coração !
Ajoelhada aos meus pés, banhada em
lágrimas, pediu-me perdão...
Disse-lhe, então:
Não sou, apenas, um homem, mas um
poeta.
Qual a razão desta aflição ?
Um poeta é desprovido de ressentimentos,
vive em paz com sua alma, em harmonia
com os seus versos e pensamentos.
Aproveita cada momento para falar de
amor.
Não há lugar, nem mesmo nos porões
das lembranças, para armazenar mágoas.
Vive do perfume das flores, e do canto dos passarinhos...
Observa as noites enluaradas, o silêncio
da madrugada, quebrado pelo cantar do
galo faceiro.
Não tem ouvidos, nem olhos, para as
maldades da vida.
Fica feliz com o brilho do olhar alheio, e
se embriaga com o perfume do jasmim.
À beira mar, sentado na areia, se encanta
com a dança das gaivotas, e o canto da
sereia !
Presta atenção em tudo isto, e veja como
nada tenho a perdoar...
Sou um eremita do amor !
Autor: Sinval Santos da Silveira
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Poema: ESTRADA ESTREITA
Meus passos são limitados.
Não há espaço.
Meu caminhar é devagar, nem mesmo
sei onde chegar.
Tento, mas não consigo retornar.
O ponto de partida, já não está mais lá.
A bagagem, parece cada vez mais
pesada.
Nas curvas desta estrada, sou assaltado
por tormentosas lembranças, marcadas
pela desesperança de te reencontrar.
À beira do caminho, em abundância, teu
perfume pede carona, e embarca em
minh´alma, sem licença para entrar.
Não consigo negar...
Teu cheiro invade as minhas entranhas,
fazendo-me sorrir e chorar !
E me dominas...
Sento à beira do caminho e, contigo,
converso sem vontade de calar.
E me abraças, falando de amor...
E me amas, sem falar...
Somente o teu olhar navega nas lágrimas,
até meus olhos encontrar.
São doces prantos, são encantos, são
estradas estreitas, encantadas, cabendo
só almas apaixonadas !
Na bagagem, só o teu e o meu amor,
seguem viagem !
autor: Sinval Santos da Silveira
quinta-feira, 7 de maio de 2015
Poema : Homenagem as Mães
" Ofereço-te as minhas entranhas.
O meu sagrado corpo, servirá de berço ao teu
nascimento, estimado filho.
O meu amor, será tão forte quanto o florescer
da primavera.
Jamais haverás de me esquecer...
Bendito seja Deus, que permitiu a tua fecundação,
amado filho meu.
Teus olhos, teu coração, e os teus sentimentos,
serão pedaços meus, a ver, amar, e sentir, por este
mundo do Senhor ".
São palavras, minha querida mãe, que ouvi mesmo
antes de nascer, ainda protegido em teu ventre.
Lamento, que nenhum ser humano haja sido capaz
de resumir, numa única palavra, todo o amor que
sinto por ti.
Tudo é muito pouco, muito singelo, diante da grandiosidade
da vida que me deste, do seio que me ofertaste, da
proteção dos perigos, a que estive exposto.
Não posso esquecer a divina felicidade que me propiciaste,
no afago do caloroso beijo de amor.
Uma verdadeira bênção de Deus...
Do corte daquele cordão, que separou meu frágil corpo,
do teu corpo forte, ainda me lembro do ranger da impiedosa
e inconsequente tesoura, separando-me da tua proteção
biológica.
Perdoa-me pelo gemido de dor, que te fiz passar.
Assim, querida mãe, neste teu sagrado dia, quero te
ofertar o meu carinho, com um doce beijo, que te darei na
face, ou na alma, para simbolizar o quanto te amo !
domingo, 3 de maio de 2015
Poema: RELHO DE ROSAS
Era só amor !
Beijar, como um louco, era muito pouco.
Olhavam-se com ternura, não cabendo
no coração tanta emoção.
O sorriso dos amantes, ofuscava o luar
nas encostas do sertão !
Os rios pareciam fios de prata, amarrando
a densa mata, nas entranhas do lugar.
A cascata se calava, para ouvir a voz do
seresteiro, o dedilhar do violeiro, e o
sussurro emocionado daqueles corações
apaixonados !
Era a essência da felicidade, brindada
pelo perfume da açucena que, vestida de
noiva, testemunhou a mais linda cena de
amor !
Com um relho, feito só de rosas amarelas,
espantou do corpo dela, os zumbis da
tentação.
Na montanha verdejante, ainda hoje os
viajantes, apreciam as árvores coloridas, as
águas faceiras, comentando a noite inteira,
aquela linda história de amor !
Não há mais zumbi nem assombração, o
relho de rosas, como por encanto ou
simpatia, transformou em doce pranto, o
amor nascido nas encostas do sertão !
terça-feira, 28 de abril de 2015
Poema: O ÚLTIMO TRAGO
Cantava, tristemente cantava !
Chorava, declamando lindos versos de amor,
improvisados na viola.
Emocionado, segurava o copo de aguardente,
até a última gota se despedir.
Mesmo sem dedilhar, sua viola vibrava sem
parar !
Já conhecia todos os versos do seu cantador.
Quando embriagado, dormia no braço da
viola, repercutindo os acordes do seu coração.
Soluçando ao travesseiro, balbuciava coisas
que nem mesmo ele entendia.
Brigava com sua alma, quando de ébrio lhe
chamava.
De olhos vermelhos, hálito inflamável, mãos
trêmulas e já recolhidas à inanição, parecia
um zumbi, ou uma assombração.
seguiu seus derradeiros passos, até sumir
na multidão, à procura do amor que sonhou,
consolado pelo último trago que tomou...
Sua fiel companheira, não se calou diante do silêncio do cancioneiro.
Hoje, mesmo sem ser percebida, perambula pelas esquinas da vida, à procura de um novo
tocador !
terça-feira, 21 de abril de 2015
Poema: LÁGRIMAS DE AMOR
Seus olhos morenos, miúdos e serenos,
me olhavam com ternura, sem nada falar.
Apenas um sorriso, suave e discreto, dos
seus lábios desprendeu.
Suas lágrimas, mensageiras da alma,
libertadora dos sentimentos, finalmente
falaram.
Nunca mais ficariam caladas, e rolaram
por sua linda face, procurando por mim.
Molharam o meu rosto, e entraram em
meus olhos, saciaram minha sede, e senti
o seu gosto de amor !
Ao longe, as cordas de uma viola, tangendo
na madrugada, fizeram chorar o cancioneiro
apaixonado.
Lembranças invadiram minhas entranhas,
batendo forte o meu coração.
Nesta fusão de sentimentos, entre lágrimas
e beijos, sob a testemunha única de um
céu sem estrelas, mas iluminado por um
doce olhar, tomei aquela mulher em meus
braços para, eternamente, amar !
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Poema: EQUIVOCADA PARTIDA
Confusa, parecia aquela convivência.
Cansado, fui embora tentando livrar-me
de imaginário sofrimento.
Nadei na forte correnteza das minhas
lágrimas, expulsando do peito a tristeza.
Parti sem olhar para trás, na certeza de
que, logo ali, estaria o que procurava o
meu coração.
Rebusquei, em cada esquina da vida, a
verdade da imaginação.
Apreciei lindas imagens, construí olhares,
ouvi vozes trazidas pelo vento !
Segui o caminho das estrelas, banhei-me
à luz do luar, e escutei o sedutor canto da
sereia.
Adormeci na areia, embalado pelas ondas
do mar !
Cheguei ao final da trilha...
Nada havia, além do que deixei na partida.
Tentei abrir os seus braços e pedir perdão.
Não consegui.
Jamais se fecharam e não me deixou falar,
cobrindo-me de beijos !
sábado, 11 de abril de 2015
Poema: ALCOVA
Minha fuga, aporta aqui.
Fujo de mim,
Tudo me parece estranho, no silêncio
deste quarto.
É a minha caverna.
O sono me abandona, e o ruído dos seus
passos, indo embora, deixa-me exausto.
Tenho certeza, estou só e, quem sabe,
para sempre.
Expulso meus pensamentos desta alcova
mas, desobedientes, me torturam.
Ainda ouço aquele sorriso, vejo o brilho dos
seus olhos, e os cabelos soltos ao vento.
Sinto as lágrimas do lamento, encharcando
o mento, oprimindo meu coração.
Tento realinhar as minhas emoções, mas
o perfume da saudade é insistente...
Solitário, medito.
Aqui, neste lugar, não há estrelas, nem luar.
Somente lembranças, esperanças, e o desejo
de não voltar.
Nem mesmo o vento pode entrar.
Não há sol, e nem sei se é noite ou dia.
Os ponteiros do relógio adormeceram...
Penso no que passou, e vejo as
vitórias misturadas às derrotas.
Nem sei mais distinguir uma da outra.
De braços abertos, em profundo silêncio,
resta-me Ele, somente Ele, que não se
cansa de enxugar o meu pranto.
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Poema: SONHANDO AO LUAR
Dois mundos.
Um deles, o infinito.
Pensamentos em conflitos, entrelaçando
corações.
Longe dos olhares, um caloroso amor se
entrega a tudo !
Viagens delirantes, não são o bastante
para o destino aportar.
E o céu, fica logo ali...
O alpendre se transforma em passarela,
mostrando o charme dela.
Na alcova, somente o amor pode se
hospedar.
As estrelas aplaudem e dançam até o
dia raiar, em obediência à fantasia.
A lua cheia, faceira, prateia o lindo corpo
da mulher amada !
No alvorecer, antes do sol nascer, abre
as cortinas da vida, e convida o aroma
das flores, para o seu amor despertar.
Não precisa de mais nada.
A madrugada, o gorjear da passarada,
a mulher amada, e um sonho ao luar
quinta-feira, 2 de abril de 2015
Poema: A EXPLICAÇÃO DO POETA
Perguntei a um poeta, por que tantos versos
escreve ?
Por que não vê a vida como tantas outras
pessoas ?
Fitou-me nos olhos, e respondeu:
" Versejo para não chorar de alegria, ou de
tristeza.
Estão minhas lágrimas nas palavras esculpidas,
tomando corpo nas entre linhas, abraçadas à dor,
ou à euforia.
Sou, apenas, alguém que passou por aqui, sem
haver encontrado o que procurou.
Nem rastro deixou.
Ao fugir da vida e da morte, encontrei quem não
pretendia encontrar.
As sombras, no caminho, me assustaram, falaram
de mistérios e de coisas, que não compreendo.
Hoje, entendo, eram réplicas sem cor, grito sem
eco, gemido sem dor.
E eu, não sou ninguém.
Nem o corpo, nem a sombra.
Sou um ser que parou entre a vida e a morte.
É difícil de entender ?
Procure nas entre linhas dos meus versos.
Por isto, tanto versejo "
sábado, 28 de março de 2015
Poema: A RESPOSTA
Entre prantos de alegria, li e reli mil vezes
o teu doce poema, " A PERGUNTA".
O mar me beijou, as estrelas escreveram
lindos versos de amor, e a cachoeira de água
fresquinha, desceu a montanha e veio saciar
a minha sede.
O luar prateou os meus caminhos, e aspirei
o aroma das flores colhidas em teu quintal.
Que linda a camisa que usaste em minha
homenagem !
Aproveitei todas as tuas oferendas e sorri,
como pediste.
Fiquei emocionada !
Senti-me num conto de fadas, eu a princesa,
e tu o meu príncipe encantado !
Claro que estive aí.
São, apenas, sonhos vividos por corações
apaixonados, repletos de saudade, mesmo
estando abraçados no aconchegante ninho
do amor !
Nunca sai daí, jamais te abandonei.
São almas entrelaçadas, abraçadas ao mais
forte sentimento de amar !
Sou tua fantasia, tua ilusão e tudo mais que
quiseres imaginar.
Alimenta-me, resido nas profundezas do teu
coração.
É só me chamar !
terça-feira, 24 de março de 2015
Poema: A PERGUNTA
Estavas para chegar !
Meu coração, aflito, não sabia o que fazer
para te agradar.
Convidei o mar para te beijar, as estrelas
para versejar, e o luar para te iluminar.
Organizei uma orquestra só de passarinhos,
que abandonaram os seus ninhos, para te
receber com todo o amor.
Na cachoeira da montanha, fui buscar água
limpinha, para tua sede saciar.
Nos campos da minha Terra, colhi uma
braçada de flores branquinhas e cheirosas,
para a mesa enfeitar.
Frutos silvestres, nas bandejas estavam
presentes, para ver teu sorriso brotar !
Arrumei a tua casinha, lavei os pratos e a
cozinha, estendi uma toalha bem limpinha,
e não esqueci do teu lugar preferido, frente
ao jardim florido.
Adocei, com mel, os bebedouros dos
beija flores, para na varanda esvoaçar.
Vesti a mais bonita camisa, para te envolver
num doce abraço, linda mulher !
Tudo isto, coube no meu coração.
Por que não vieste ?
sexta-feira, 20 de março de 2015
Poema: Punhais de Rosas
Macias e cheirosas, rosas amarelas, por
minh´alma as preferidas, presenteadas por
ela.
Pétalas soltas sobre a mesa, oferecidas a
mim, como se um príncipe encantado, lá
estivesse sentado !
A emoção deu vazão ao pranto, diante de
tão nobre gesto de amor.
Mas, em cada pétala, um afiado punhal
dilacerou meu coração.
Degustou meu sofrimento, saciou a sede
em minhas lágrimas, aumentou a minha dor.
As rosas, de origem traiçoeira e maldosa,
eram facas venenosas, para matar um grande
amor.
Meu coração já perdoou...
As inocentes flores trazem, hoje, em cada
pétala, uma lágrima cristalina, lamentando
noite e dia, aquela traição.
O tempo que passou, iluminará os caminhos
do tempo que virá.
As rosas amarelas, serão sempre bem vindas.
Mas os punhais, nunca mais !
segunda-feira, 16 de março de 2015
Poema: Pensando em ti
|
Como nunca, hoje acordei pensando em ti.
Uma imensa saudade me invadiu !
Apeguei-me a todos os poemas que a ti
dediquei,
para acalmar os meus sentimentos.
Reli-os com dificuldade, pois o
pranto, sem piedade,
só me permitiu chorar.
Minh'alma, sequestrada e dominada, sufocou
meu
coração.
O tempo que passou, não
foi capaz de aplacar a
fúria do meu padecer.
Distanciei-me, fui para bem longe,
tentei abandonar
aqueles pensamentos, mas até o teu cheiro
me
acompanhou. Está em todas as flores.
Como um louco, ouvi a tua
voz por mim a chamar.
Pura alucinação !
Senti-me expulso da
vida, e rejeitado pela morte.
Conseguiste invadir e escravizar os meus
desejos.
Hoje, colho saudade e
sofrimento, frutos de um
amor tão simples como o vento, e tão
triste quanto
a maldade.
Mas, se algum dia a saudade
te abraçar, saibas que
estarei sempre vivendo aquele sublime
amor, pensando
em ti ...
|
terça-feira, 10 de março de 2015
Conto poético: FAIXA DE PEDESTRE
Virou moda, sei disto, a faixa de pedestre.
Transformou-se em passarela !
Desfilando devagar, e jogando seu charme,
lá vai ela, paralisando o transito.
As buzinas tocam, sem cessar, e ela sorri !
No interior dos automóveis, as brigas dos casais
parecem não ter fim. Ciúme agudo ...
A moça é bonita. Muito bonita !
Repete a façanha várias vezes, num vai e vem,
e se delicia com as provocações.
Assobios, piadas, risadas, olhares maldosos e
plateia sempre renovada.
Pura sedução !
Ah, esta faixa de pedestre, tem trazido novidades !
Quem ensinou os cães de rua atravessa-la ?
Pois testemunhei os vira-latas caminhando longos
trechos, à procura de uma faixa de pedestre.
Olham para um lado, para o outro, e somente
se arriscam quando os automóveis param.
Um verdadeiro espetáculo de inteiração, entre
o homem e o cão.
Todos se admiram, e lá vai o bichinho, claro,
sem provocação mas feliz, pela consideração.
Observo, também, pessoas simples,
agradecendo ao motorista, como se fosse um
favor, a preferência ao pedestre.
Há os arrogantes que, de " nariz em pé", por
vezes, fazem com que o motorista dê marcha
ré, mostrando a " força do seu direito ".
Virou passarela, palco e balcão de negócios, onde
mulher bonita se destaca na multidão, e cachorro
de rua, ganha atenção.
Assinar:
Postagens (Atom)














