Eram o altar onde, de joelhos, eu orava.
Seguia suas pegadas, e nem o destino me
interessava.
Cobria seus caminhos de pétalas de rosas,
deixando perfumados os rastros daquela
mulher !
Admirava o seu caminhar, e sentia ciúme de
qualquer outro olhar...
Em permanente submissão, entorpecido pela
paixão, beijava os seus pés, em obediência ao meu coração.
A desconfiança, sem limite, cada dia trazia um
palpite, sobre estranhos lugares por onde
andava.
Meu peito ficou doente e minh´alma afetada.
Foi embora a alegria de quem tanto de amor
sorria, deixando, em troca, uma infinita saudade.
Sem os rastros para seguir, perdido fiquei
na vida, não sabendo para onde ir.
Sofreu o meu coração, o sorriso emudeceu e
a alma entristeceu.
Outros lábios beijarão aqueles pés, profanando
os momentos de intenso amor, quebrando
promessas e juras, feitas com tanta ternura !
Sinval Santos Silveira



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