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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Expectativa

A ansiedade domina minh'alma, aperta o meu sofrido
coração.
Sinto que estás de volta, pois estão chegando as flores,
o perfume, e o gorjeio da linda passarada.
O vento ameno, que se escondia na verde mata, agora
abraça a madrugada, sacudindo as folhas do coqueiral.
As estrelas, veja só, estão mais brilhantes, parecem até
colares de diamantes, para teu lindo colo enfeitar.
A lua, vaidosa, chega mais prateada, querendo teus
caminhos iluminar. Entra na água limpinha da lagoa do
meu lugar, estende um lindo tapete de prata, na
esperança de te ver passar.
Ao raiar do dia, a araponga barulhenta, canta no alto
da montanha, parecendo com o mundo conversar.
E o sol, gentil,, estende o seu longo manto dourado,
sorrindo, todo assanhado, para te ver chegar.
E, finalmente, chegas.
Distribuindo sorrisos e beijos. Renovando a vida,
trazendo o perfume da esperança !
Semeando flores, até sem espinhos, construindo
ninhos de passarinhos, cantando a melodia do amor,
somente do amor...
E no meio do sol brilhando, com a chuva fresca
misturando, te vejo chegar, PRIMAVERA, no meu doce
e querido lugar !

domingo, 15 de setembro de 2013

Conto poético: A MAIS LINDA HISTÓRIA DE AMOR


Década de 1950.
1954, exatamente.
Uma linda família, composta pelo casal,  cinco
filhas, e a sogra,  vivia  no céu da felicidade.
Eram meus vizinhos, bem ao lado da minha casa.
Pessoas de boa índole.
Crianças, pré-adolescentes, e adolescentes, era
a faixa etária  das filhas.
Todas na escola, se preparando para a vida.
A alegria  habitava  aquele  lar.
Porém, o destino estava traçado. 
Uma  desgraça se abateu sobre o "chefe da família".
Uma doença fatal...
Sem previdência social,  ou outro recurso, ficaram 
à mercê da sorte.
Um tio das meninas, apelidado, desde criança, de
" Maneca Passarinho", ainda muito jovem, se 
preparava  para o futuro.
Trouxe toda aquela família para dentro da sua
modesta casa, abandonou seus sonhos e planos
pessoais, como casamento, por exemplo, e passou
a cuidar, como se pai fosse,  das sete pessoas.
Ele era um humilde comerciante, mas de um coração
milionário... incomparável !
Quanto mais o tempo passava, mais amor dedicava
àquelas pessoas.
Todas cresceram, estudaram,  e se educaram  sob o
olhar atento e  enérgico, mas carinhoso, do Senhor
Manoel.
Impressionante a expressão de amor,  espelhada nos
olhos daquele homem.
Elas o tratavam de " tio Manoel ", mas com  sabor de
pai.
Que linda exuberância afetiva, de ambas as partes !
Confessava aos amigos, mais próximos, que jamais
se  casaria, para não colocar em risco aquela família
maravilhosa, e que podia ler, nos olhos das  meninas,
as mensagens do seu irmão... 
Um exemplo de homem, construído somente de amor !
 
 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Poema: RANCHO DE GAÚCHO


 
Quem não conhece  um rancho de gaúcho,
não sabe do que vou falar.
Não consigo explicar, mas posso relatar a
simplicidade, que habita  este  lugar.
É pouca coisa, mas sobra  aconchego.
Nesta felicidade, reside o encantamento,
conquistando o rapaz, e o homem feito.
Um banco rústico de madeira, sem conforto,
e tudo mais pelas  paredes,  fazem a bela
decoração.
Um fogo bem aceso, que pode ser no chão,
combate o frio, que de branco pinta o campo,
mexendo com o meu coração.
O vento gelado, do  lado de fora, assobia, canta,
bate na porta,  e gargalha, mas  não é convidado.
Uma boa  mateada, esta sim, tem que entrar.
A prenda bonita e valente,  com uma faca
atravessada  nas ancas, canta para a gente,  a
noite inteira, sem parar, recitando poesias, 
contando  histórias de  amor.
No acordeão, o  seu homem apaixonado, e
ciumento, com um facão na cinta, mais
parecendo um "três listras", que nem pisca,
para dela cuidar.
E tem razão !
Gaúcha bonita, mulher de cabelos longos,
lembrando o manto da noite, sem luar !
Sorriso franco, rosto  alegre, olhos da cor da
imaginação,  parecendo  uma deusa expulsa
do céu, querendo no inferno entrar.
Ah, meu Deus, te peço perdão, mas se isto
acontecer, em demônio vou me converter.
Seduzido, estou eu, louco de vontade para
voltar, e do lado de fora, a saudade deixar !
 
 
 

domingo, 8 de setembro de 2013

Conto poético: O SEGREDO DE MARIA BARBOSA


 
 
Esta minha querida e encantadora Ilha,  guarda
segredos comprometedores, para a eternidade.
Até poucos anos passados, que em termos de
história foi ontem, a minha Cidade era formada
por uma população provinciana e, até certo ponto,
ingênua.
Mas  não excluía a magia de se residir aqui.
As notícias eram transmitidas "boca a boca", e o
único meio de comunicação de massa, era o
rádio.
Enquanto outras capitais já conheciam a televisão,
aqui isto era um sonho distante.
Na área de transportes, o mais eficaz era o marítimo,
pois as estradas, sem pavimento, eram precárias.
Havia  movimentação de navios cargueiros, e de
passageiros, trazendo pessoas estranhas para a
Cidade, e que, também, queriam diversão.
Surge, então,  a prática da  profissão mais antiga, a
prostituição, no meio de uma sociedade  recatada, e
repleta de tabus.
A casa de ofertas, e encontros, mais famosa do centro
desta Capital, era a da Senhora Maria Barbosa.
Não obstante ser, por excelência, uma "casa de
tolerância", imperavam o respeito, o segredo, e  a
privacidade dos frequentadores.
Seria um "prato cheio", para muitos, poder ver publicados,
no  pasquim, os nomes da clientela, em especial,  dos
políticos.
Isto encerraria a carreira de qualquer um, pois a  
hipocrisia  estava sempre  de plantão.
Maria Barbosa rejeitou  propostas milionárias,  neste
sentido, preferindo inteligentemente,  a fidelidade aos
seus clientes.
Daí, a  admiração, e gratidão,  daqueles que
frequentaram a sua casa.
Todos os segredos foram, com ela, sepultados,
para alívio dos  seus amigos.
Mas, na cerimônia fúnebre, apenas as suas
"funcionárias" se fizeram presentes...
 
 

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Poema: HOMENAGEM A MINHA PÁTRIA


Transfiro a honra de te saudar, reverenciando a memória
de gloriosos filhos teus.
Do homem, nada restou.
Da sua família, mulher e quatro filhos, somente a loucura
e o bacilo de Koch, podem explicar.
Do gênio, restou o que a história registrou.
Neste teu aniversário de liberdade, jogo aos teus pés os
doces poemas, missal e broquéis, berçados nos
sentimentos privilegiados, e na  nobreza de uma inteligência
literária sem  precedente, que somente tu,  Pátria Brasileira,
pode ser merecedora.
Cuida, hoje, dos jardins no infinito, colhendo flores soltas no
ar.
Meu Poeta, João da Cruz e Sousa, que orgulho  tenho de ser
o teu conterrâneo,  e poder homenagear a tua, e a minha
Pátria !
Sei, João, que um vendaval de decepções varre o  teu 
querido País.
Busco, então, alento nos grandes exemplos do teu digno
irmão.
Um homem de verdade, quase lenda.
Um sertanista, diriam alguns.
Para outros, um desbravador, a quem muito deve a tua
história.
Recebe o fraterno abraço do teu digno filho,
Cândido Mariano da Silva Rondon, ou, muito
respeitosamente, Marechal Rondon !
Da estatura patriótica deste  digno homem,  ouço a ecoar
no coração do povo brasileiro, a angústia de uma voz
estrangulada pela incompreensão humana.
Desabafa, Patriota e Mártir, Joaquim José da
Silva Xavier - Tiradentes.
Assim diria:
" AGORA, QUE CONQUISTAMOS A
INDEPENDÊNCIA TERRITORIAL,  A  ABOLIÇÃO
DA ESCRAVATURA,  A  PROCLAMAÇÃO DA
REPÚBLICA, TEMOS QUE CONQUISTAR A
DECÊNCIA  POLÍTICA E ADMINISTRATIVA."
Parabéns, Pátria Brasileira !
Salve 7 de setembro !
 
 
 

domingo, 1 de setembro de 2013

Conto poético: UM SALTO PARA A FELICIDADE


 
 
No alto do Morro da Cruz, local em que residi 
 quando adolescente, 
morava um casal  bastante jovem  mas, 
também, muito infeliz.
Eram pessoas de etnias diferentes.
Ela cumpria seus afazeres do lar, com muita dedicação,
mas, não era reconhecida pelo marido, que a espancava
quase que diariamente.
Era um alcoolista  inveterado e, não raramente, os
vizinhos chegavam a interferir nas brigas.
Ao lado de minha casa, havia um pequeno armazém,
onde  Noêmia, a " infeliz mulher",  fazia  suas compras,
com frequência.
E as notícias, claro, corriam soltas pelo morro, como água
da chuva...
Armando, proprietário  do armazém, sempre que podia,
estendia uma conversinha com  Noêmia, dando-lhe
apoio  moral, e encorajando-a   abandonar a casa, e
morar com ele, já que era solteiro.
Numa noite fria de São João, após  uma surra que
apanhou do seu marido, jogou pela janela dos fundos
da casa, uma trouxa com suas roupas de uso pessoal
e, em seguida, pulou atrás, desaparecendo  na
escuridão...
Ficou confinada no interior da casa de Armando, por
uns quatro meses, até que as coisas se acalmassem.
Seu ex-marido cansou de espera-la, e foi embora,
para nunca mais voltar.
Noêmia, com seus três filhos, e Armando, formam
uma família organizada, equilibrada, e muito feliz.
Do seu ex-marido  restou, apenas, a triste lembrança
de mais um homem, devorado pelo álcool...
E hoje, quem vive embriagada, dia e noite, é Noêmia,
de tanta felicidade !
 
 
 
 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Conto poético: ANIVERSÁRIO DE CRIANÇA POBRE


Poucas pessoas sabem o que  significa  isto.
Uma criança pobre, de aniversário.
Ninguém consegue  sufocar as emoções,  que
brotam do seu coração.
Ela sabe  que o seu aniversário, é o dia mais
importante da sua vida.
Conta os dias, as horas... para ser o centro das
atenções, receber um  abraço e, também, um
presentinho, é claro.
Testemunhei  muitos aniversários destes, nos
meus tempos paupérrimos de criança.
Também fui protagonista...
O aniversariante, dois dias antes,  visita as casas
dos seus amiguinhos, convidando-os para um
cafezinho, às  16.00h,  em comemoração ao seu
aniversário. Como isto é importante !
Sua mãe prepara um bolo, bem simples... ouve-se
a cantoria dos "parabéns", aplausos e  sorrisos.
A decoração da mesa, não dispensa flores silvestres,
colhidas ao longo dos caminhos da vida.
Os presentes ofertados, são comoventes.
Sabonete, cocada, pacotinho de balas, par de  meia,
lenço,  vidro de brilhantina, etc.
Tudo comprado na vendinha da esquina, e embalado
em papel pardo, com muito carinho.
São expostos sobre a humilde cama do aniversariante,
para que todos  possam ver, e comentar.
Revela um mundo de pobreza, mas de intensa, e
sincera amizade.
Sinto uma profunda saudade, da ausência da hipocrisia...
Ainda hoje, quando  presente em suntuosos aniversários,
lembro daquelas comemorações.
Somente Deus para explicar a beleza, a   pureza, e a 
riqueza da alma sincera, presentes ao  aniversário de uma
criança pobre.
 
 
 

sábado, 24 de agosto de 2013

Conto poético: SONHOS DESENCONTRADOS


Sabia, sim, que se tratava de um poeta.
Um respeitável poeta.
Sentou-se ao meu lado, num confortável banco, à sombra
de uma acolhedora aroeira.
Isto indicava uma deferência a minha pessoa, já que outros
bancos estavam  desocupados.
Portanto, queria conversar...
Era  uma tarde de primavera.
Os raios do sol, em posição oblíqua  ao mar, pareciam 
pincéis do artista, dando  os últimos retoques em sua tela.
Soprava uma suave brisa, vinda da barra norte, trazendo
perfumes temperados da flora dos "Guarás".
Nesta minha querida Ilha, quase tudo fica à beira mar.
À flor da água, cardumes de tainhotas,  "cara amarela",
davam seu  espetáculo malabarístico, ao redor da pedra
do biguá.
Muitas gaivotas sobrevoando, parecendo estrelas avisando,
que a noite está por chegar.
E o poeta está radiante,  no ambiente que gostaria de estar.
Inicia uma conversa...
Disse-me:
" Nasci neste ambiente mágico.
Quando abri os olhos para a vida, estas pedras, todas, já
estavam aí. Nada mudou...
Talvez  eu seja uma delas pois, também, não mudei.
Quando menino, sentado sob  à sombra desta mesma aroeira,
desejava  comprar a Ilha dos Guarás,  e lá morar com um
grande amor.
Não iria exigir nada da vida. Apenas pescar, viver, e amar.
Sabe, amigo, os indígenas vivem desta forma. Por isto, são
felizes.
O homem branco complicou a sua sociedade. A minha
sociedade.
Fui, então, morar na Ilha dos Ratones, a menor, por ser
mais aconchegante, e  muito próxima à dos Guarás.
Plantei milhares  de mudas de flores,  Transferi lindas
borboletas, sabiás e beija- flores.
Povoei aquela Ilha de beleza, transformei-a num  lindo
ninho,  para alcançar  a felicidade, aquela com que tanto
sonhei.
Meu grande amor, também, é uma poetisa, com sonhos
diferentes dos meus. São sonhos  com olhos voltados
para o céu...
Respeito, são os sonhos de cada um.
Eu vivo no mar... ela vive no céu ! "
 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Conto poético: MISTÉRIO NO MORRO DA CRUZ

O Morro da Cruz, é uma montanha especial,  nesta
maravilhosa Ilha.
É o cenário de fundo de toda a Capital.
No  nascimento da Cidade, as famílias mais humildes,
mais pobres foram,para lá, conduzidas.
Inclusive os escravos.
Posso entender o processo de aculturação, um forte

misticismo, decorrente do embate de crenças, etc.
Acontecimentos misteriosos  são  relatados, com
frequência.
Testemunhei  um deles  que, até hoje,  não me  arrisco
emitir opinião.

No cume da montanha, há um lugar chamado invernada.
Os cavalos da Polícia Militar eram, para lá, levados com
a finalidade de se recuperarem de fadigas, doenças, etc.
Nas imediações, uma casa extremamente humilde, onde

residia uma família paupérrima, sem nenhum apoio social.
Nem se falava nisto.
O homem da casa, com as pernas paralisadas por uma
doença desconhecida, não trabalhava.
Os filhos, todos pequenos, e  mulher, sobreviviam de
caridades.
Eu era amigo de um deles.
Certo dia, surgindo nem sei de onde,  um menino negro,
com um pequeno saco às costas, descalço, humildemente
vestido, bateu palmas e foi atendido pelo meu amigo.

Solicitou-lhe uma "caneca d'água".
Saciada a sede, começou uma rápida conversa, tomando
conhecimento da doença, que acabou com a mobilidade
do "chefe da casa".

Surpreendeu a todos,  prometendo retornar no dia
seguinte, com um remédio que o tiraria daquela cadeira de
rodas.
Dito e feito.
Retornou no mesmo horário, agradecendo a acolhida

do dia anterior, e entregou à mulher um pequeno frasco,
contendo uma pasta escura, com  cheiro fortíssimo,
dizendo à família:
"Enquanto a Senhora estiver massageando as regiões

afetadas, todos estarão rezando, pedindo a Jesus Cristo,
que o cure".
Em poucos dias, o homem voltou a andar, deixando a todos
surpresos.
Por mais que se procurasse, nunca mais se viu aquele

menino, e nenhuma informação  foi colhida...

terça-feira, 20 de agosto de 2013

TOP BLOG BRASIL 2013








FIQUEI IMENSAMENTE FELIZ COM A INDICAÇÃO.
RECEBER O CONVITE FOI UMA SURPRESA INCRÍVEL!
SÓ EM PARTICIPAR JÁ ME SINTO VENCEDOR,
QUERO AGRADECER AOS MEUS SEGUIDORES FIÉIS,
MEUS LEITORES DO MUNDO INTEIRO, ENFIM  A TODOS.
QUE  ME PRESTIGIAM E ATÉ MESMO  AOS QUE NÃO
 MANIFESTAM-SE... MAS CONHECEM MEU TRABALHO.
MUITO OBRIGADO!

SINVAL


ABRAÇOS





segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Conto poético: DIVIDINDO EMOÇÕES


 
Um homem chorava, copiosamente,  à frente de uma
bela casa antiga.
Tentei acalma-lo.
Percebi o seu estado deplorável.
Um maltrapilho, de causar  piedade.
Relatou-me:
" Sabes onde moro ?
Em lugar algum. Na rua.
Sabes onde me alimento ? Nas caixas de lixo.
Sabes  a quem pertence esta casa linda ?
Também não sei, mas já foi minha. Da minha família.
Sim. Tive uma família.
Tu deves ter uma, não ? Sou um fracassado.
Amei alguém, desesperadamente.
Hoje, ainda a amo, mais do que nunca. Só que, em silêncio.
Não  consigo  esquece-la. Nem tento.
Creio que  só se ama uma vez na vida...
Ela ria do meu amor, da forma como a olhava, como me
vestia...
Chamava-me de  "ultrapassado".
Isto me magoava muito.  Não esqueço.
Um dia, querendo vencer minhas dificuldades, fui para a
Capital, tentar emprego, estudar. Estas coisas, sabes ?
Peguei uma carona,  num caminhão carregado de madeiras.
O motorista foi parado no trajeto, distante, daqui, uns 60 kms.
Estava  com uma carga, volumosa, de  drogas proibidas. 
Fui preso, também,  como  traficante. Que injustiça !
Ao sair, anos depois, voltei para cá. Fui  desprezado por todos, e
aquela mulher... já havia casado, formado uma família.
Mora aí, na casa que já foi minha,  e que a  vendi  para pagar
os advogados.
Recebo, da sua empregada, quase que diariamente, um prato
de comida, por esmola, sem saber que sou eu, o  mendigo.
Agora me diga, o que devo fazer ? "
Respondi-lhe, com toda segurança:
Que tal começar, aceitando  a minha  compreensão ? 
Temos uma  história de vida,  semelhante.
Seus olhos começaram a brilhar ,  e o homem saiu   da frente do
espelho...