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domingo, 13 de novembro de 2011

Conto poético: CINZA VULCÂNICA

Viajaste milhares de quilômetros, sobrevoando montanhas,
mares e vales.
Saíste das profundezas da terra. Nem sei de onde.
Minha janela registrou tua presença.
Escura como pedra queimada, pensei no teu sofrimento.
Quantos anos nos separaram deste momento...
Acho que me procuravas, com a mesma ansiedade com
que, inconscientemente, te esperava.
Achei linda a tua coragem, viajar de tão distante, nas asas
do vento, para me visitar.
Conversei contigo, dando as boas vindas e respeitando o
teu cansaço.
Acariciei a tua textura, admirei a tua beleza morena, pois és
diferente das que existem neste lugar.
Em minha vidraça, chegaste com o rosto de uma bela
mulher. Tu és uma bela mulher.
Filha da terra, da matéria e do ardente calor. És filha do
vulcão, liberada para conquistar o meu coração...

2 comentários:

  1. "Olá, David.
    Muito obrigado por tua visita.
    Fico feliz com a manifestação.
    Volte outras vezes.
    Sinval ".

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Querido leitor...seu comentário é muito importante para mim. Obrigado.