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terça-feira, 20 de abril de 2021

Poema: I N J Ú R I A



Fere mais que punhal.
Nada causa tanto mal !
Até na Bíblia, e na lei dos homens, é reprimida.
Gera  dores, abre  fendas e feridas, atravessa
o  tempo, sufoca o vento, resulta morte.
É um monstro que nasce na boca inconsequente,
atinge  a alma do inocente,  levando   revolta e dor.
Não há tratamento nem esquecimento...
A ferida não cicatriza, queima como fogo do inferno.
Já destruiu  fortes amores,  furtou perfumes das flores,
acabou com o encanto do luar.
A solução nasceu na cruz do sacrifício,  quando o Cristo Jesus
pediu ao Pai " PERDÃO  AOS IGNORANTES ", por
 desconhecerem aquele mal ...

Sinval Silveira.

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Poema: NÃO SEI O NOME DO MEU PROTETOR

 

quinta-feira, 25 de março de 2021

Poema: ARQUITETO DO AMOR

 



Velho Poeta, por que olhas tanto para o Céu, se estás  na

Terra ?
"Jovem criatura, lá em cima, junto a Deus, residem as minhas inspirações...
Desenho  amor nos corações e descortino, no palco da vida,
as sublimes emoções  !
Estimulo  a compreensão, o perdão e tudo mais,  para unir
os corações e ouvir  o que dizem as almas.
Por aqui, presto atenção na vida, no sorriso das crianças, no
perfume das flores e no gorjear dos passarinhos.
O Universo  me  observa, o tempo todo...
Não consigo dimensionar o seu tamanho e, quase tudo,
fica por conta da minha imaginação...
Por isto, pensam que vivo  fora deste mundo mas, se assim 
fosse, eu seria um poeta bem melhor do que sou !
A beleza radiante da montanha, somente é vista por quem
está fora dela...
Sou, apenas, um arquiteto do amor  !
Preciso olhar  muito para o Céu, pois lá reside um Ser Supremo 
a me inspirar " !  
Acordei com um Anjo, a me  beijar...

segunda-feira, 15 de março de 2021

Conto Poético: M A L D A D E ...



Era um final de tarde de verão.
O sol, no poente, já caminhava apressado para iluminar outras
terras, muito distantes !
Eu,  preguiçosamente  deitado numa rede, pensava em nada
importante.
Apenas, observava um lindo canteiro de temperos verdes,
muito comuns nas habitações à beira-mar.
Mas não é comum as plantas  se mexerem, sem vento,
com tanta persistência.
Curioso,  fui olhar de perto.
Um sapo  se debatendo, pedindo socorro, certamente.
Parecia sentir dor... muita dor.
Com todo cuidado, o examinei.  
O que levaria alguém a praticar tamanha maldade ?
Costurar a boca do batráquio, com linha preta...
Cortei a costura.
No interior da boca,  um bilhete escrito com tinta vermelha,
dizia:
" Ana Lúcia, serás só minha, após a morte deste infeliz ".
Libertei o bicho num pequeno córrego, aliviando-o daquele
sofrimento.
Coincidência, ou por agradecimento, naquela noite, contei
nada menos que  13  sapos  em meu quintal, coaxando, como
nunca, por toda a madrugada ...

Sinval Silveira,




sábado, 6 de março de 2021

Conto Poético: A OUVIDORA MISTERIOSA



Década de 1950.
Centro da minha Cidade Natal.
Uma mulher, deslumbrantemente linda e insinuante, desfilava
seu charme nos arredores da Praça XV de Novembro.
Não era prostituta...
Era uma Respeitável Ouvidora, Conselheira e nada mais...
Ouvia sua clientela num banco de  jardim.
Eram homens, fracassados no amor e carentes de atenção.
Eles  contavam suas histórias. Ela os ouvia, atentamente.
No final, transformando-se em  "Conselheira", emitia sua
orientação, muito sábia, segundo eles.
Também, mulheres a procuravam e  ficavam impressionadas
com a sabedoria da  " Ouvidora ".
Cidade pequena, Povo curioso e místico por natureza,  não
falava em outra coisa.
A mulher desapareceu, tão repentina e misteriosamente
quanto havia surgido.
As explicações foram as mais variadas, não se descartando
a ESPÍRITA, em razão da sua semelhança com uma  Professora
de um Município vizinho, assassinada por seu marido, no
início daquele século, por  ciúmes.
A dita Professora foi, também, ouvidora e conselheira
de assuntos familiares...
SERÁ ?

Sinval Santos da Silveira.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Poema: UMA ENCRUZILHADA SEM FEITIÇO



Vigiada pelas sombras da noite, amedrontava os 
passantes, querendo seus amantes destruir.
Velas negras, galinhas pretas, ossos e areia de 
cemitério, formavam um cenário macabro, 
querendo sua  vítima  destruir.
Nas noites de lua cheia, quando a encruzilhada 
ficava  deserta, ,um vulto  de mulher,  na madrugada 
fria,  cantando a  "Oração  da Ave Maria", o feitiço  
varria.
Em seu lugar, uma vela branca, do Altar de Santa  
Terezinha, acendia !
Os feiticeiros do  " Morro do Hospital ", nunca mais 
costuraram o mal, depois  que a Santa, cantada em
 versos, no Altar  lacrimejou !

Sinval Silveira.




terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Conto poético: O DESFILE DE MION





MION,  é uma sereia que habita meus poemas .
Saiu do fundo dos oceanos para, eternamente, me ensinar a
viver  !
Só me traz alegrias e muito amor...
Sempre inova o relacionamento, com aprendizado que trouxe
do seu mundo.
Certa ocasião,  apresentou-me uma doce novidade, na intimidade
das "quatro paredes".
Retirou do armário algumas peças do seu vestuário, e pos-se a
desfilar.
Parecia  flutuar...
O sorriso e a sensualidade  demonstrados, traduziam a 
exuberância de um carinho incomum, entre  dois seres...
Jamais assisti a um espetáculo tão belo !
Nas noites de lua cheia, na predominância do intenso
frio do inverno, eu a levo até o " Costão da Feiticeira ".
Beija-me e desaparece nas profundezas  do Oceano,
sem data para retornar.
Faz tempo que se foi, desde a  última vez.
Mas a porta dos meus poemas, sempre estará aberta
esperando pelo seu retorno !
Sempre foi assim...

Sinval Silveira.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Conto Poético: UM PROFESSOR EXCÊNTRICO

 

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Poema: UMA CELEBRAÇÃO PARA A ETERNIDADE

 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2021

Poema: SEMPRE RECOMEÇA ASSIM...




Surge  um silêncio assustador...
Com ele, uma dor tão doída que nem gemer consigo.
Procuro, na superfície do meu corpo, mas é na alma
ferida  que a chaga dolorida aportou para ficar.
Uma saudade indomável, relembra  cenas do passado,
fala de rosas da cor do mel, reza olhando para o Céu, 
esquecendo, até,  de ajoelhar.
Pede socorro ao Senhor,  mas troca a letra da oração,
faz chorar seu coração.
As lágrimas debulhadas caem ao chão, soletrando o nome
de MION...
O sino da Capela parece gargalhar da sua dor, mas aponta 
para a rua  a lhe mostrar,  a imagem do seu amor !
Diz  que nem tudo se perdeu, traz sua rosa amarela,
perfumada como  antes, relembrando, com carinho, aquele
amor  que  " SEMPRE  RECOMEÇA  ASSIM " !


Sinval Santos da Silveira / 2021.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

POEMA: MINHA CEIA DE NATAL

 




Será com pães do dia anterior, bananas e, 

talvez, laranjas, uma caneca de café, quem 
sabe, um pouco de leite.
Tudo isto é mais que suficiente, para um 
humilde nascimento  relembrar...
Sinto vergonha de encher a pança, sabendo
que tem criança, ao meu lado, de fome a
chorar.
Beberei somente água fresca  da bica e,
a cada ingestão, farei uma oração de 
agradecimento, em memória ao nascimento
daquele Ser  tão especial.
Não  exibirei mirras,  tâmaras, nem jarras  de 
vinhos, muito menos reis  e  presentes.
Pedirei perdão ao  Pai, por  não haver seguido todos
 os conselhos  do seu Filho.
Caso encontre pelo caminho algum pobre com
fome, será meu convidado especial.
Assim, será minha Ceia de Natal !
 
 
Sinval  Santos da Silveira




sábado, 5 de dezembro de 2020

Conto poético: I L U S Ã O ...

 



O  maior inimigo do conhecimento, não é a ignorância.
Esta é fácil de ser identificada, pois tem vida curta.
Mas a  ILUSÃO convive com sua anfitriã, convencendo-a
de uma  falsa  realidade.
Esta é devastadora...
Quando adicionada à uma dose de vaidade, vira um coquetel
cegante, alucinógeno.
Neste estágio, sua vítima já estará necessitando de ajuda
psicológica  ou psiquiátrica...
O " filhote " ,  deste despertar para a realidade, pode ser uma
perigosa auto-revolta ou revolta contra terceiro, que o acordou
de um doce, mas irreal  sonho.
Sei de amargos casos de  recém-formados  em  faculdades que,
suntuosamente, instalaram seus escritórios profissionais, com
 diplomas pendurados nas salas de espera, como fundo de reluzente decoração e  indisfarçável vaidade...
Esqueceram do principal, ou seja, de levarem  a CAPACIDADE
PROFISSIONAL.
Poucos dias após à "lua de mel ", tiveram de fechar as portas, 
vencidos por uma terrível frustração... a falta de conhecimento
mínimo,  para gerir o que se propuseram fazer.
Este alerta serve para todos os seguimentos da vida, inclusive
na área da cultura...
A ilusão é mais devastadora do que a ignorância, pois se situa
nos  limites  da  realidade e do inefável !

Sinval S. Silveira / 2020.





quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Conto poético: AS VITRINES DE FLORIANÓPOLIS

 









Décadas de  1950 e adjacências...
Uma Cidade simples,  protegida pelas águas  oceânicas
do Sul do Brasil.
Uma população numericamente pequena,  composta
por pessoas simples e generosas.
Eu  já fazia parte daquele "Tesouro Social". 
Testemunhei...
Fim de semana, premidas pela ausência de outras
opções, as  famílias se   trajavam,  como se fossem
a um importante evento. 
Talvez fosse, sim...
Sábado, noite quente e a lua  presente sobre o mar 
calmo e prateado !
Que belo cenário !
As  lojas, com suas vitrines bem iluminadas, artisticamente
decoradas por profissionais especializados, era  o "point"
da Cidade !
Praça XV de Novembro, Rua Felipe Schmidt, Tenente Silveira,
Trajano, etc.,  constituíam a "rota obrigatória".
 A  sociedade estava lá, " assinando o  ponto ", se abraçando, colocando suas novidades em dia.
Após, cada qual pegava o seu ônibus, para  retornar  a sua 
residência.
Hoje,  este evento se repete, diariamente,  mas nos 
shoppings...
Mais confortavel, sim. 
Menos romântico, certamente !
Que saudade, me Deus, das Vitrines de Florianópolis !





segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Conto Poético: MENINO DE RECADO

 






Hoje, uma frase ofensiva...
Nos  anos   de 1950, quase uma  " profissão ".
Cidade pequena, pessoas muito inibidas, meios de 
comunicação inexistentes, além da carta.
Amor platônico, no ar...
Um  " flerte", uma troca de olhares... mas e a coragem para 
uma aproximação ?  Onde encontra-la ?
Surge, então, nosso  herói : 
O MENINO DE RECADO !
Simpático, desinibido, discreto, levava e devolvia recados
aos enamorados, em troca de uma gorjeta.
Viviam rondando os possíveis "clientes", insinuando
recados e  dando  sugestões.
Uma autêntica assessoria ao cupido !
Muitos  casamentos foram realizados,  com a  ajuda destes
meninos.
Tive a oportunidade de conversar com  um daqueles
ex- recadeiros.
Disse-me que, também, se utilizou deste procedimento,
quando chegou o momento do seu namoro, e que ficou
muito ansioso,  à  espera da resposta.
"Foram, apenas,  alguns minutos, mas que pareceram
uma eternidade. "


quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Poema: SABIÁ COLEIRA




Escuto  teu   cantar !
Procuro traduzir  teu  lamento.
 Entre os ramos da aroeira, seguindo tua companheira,
fazes graça, cantas feliz !
Fico perdido em meus pensamentos,  atraso o relógio
do tempo, para não ver passar  a vida.
Mas, já se  foram  tantos anos,..
Gorjeavas  nas noites de lua cheia,  despertando  o
alvorecer !
E o galo, faceiro, batendo asas  no terreiro,  chamava a
galinhada para apreciar o amanhecer  !
Agora, na cidade grande, não vejo mais  aroeira, galinha,
só na geladeira, e o galo velho bate asas  de saudade,
só despertando o meu coração !
E o teu cantar, sabiá coleira, da gaiola virou prisioneiro e
tua  companheira,  a cidade grande levou...

terça-feira, 20 de outubro de 2020

"Quase " Conto Poético: CONCURSO PÚBLICO

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