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sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Homenagem aos Pais



Amanhece  a vida.
Chega  a minha consciência.
Torceste para ser longo, o meu dia de existência.
Tudo era novidade.
Não sabia, claramente, se estava diante de um homem,
ou na presença de Deus.
As horas vão passando, e aprendo a reconhecer.
Fico surpreso !
Não és, apenas, um homem.

Também,  não és Deus.
És o meu pai. O meu sagrado pai !
Aquele que mostrou os meus caminhos, desviou-me
dos espinhos, procurou fazer-me feliz.
Ensinou-me tudo, acerca da vida, e a todos amar.

Hoje sei  distinguir o bem do mal, o certo do errado...
e continuo sendo amado, ainda que não estejas mais
aqui.
Tuas profundas pegadas, teu sorriso e o teu afago,
fazem parte do meu ser.

Todo o teu amor, transferiste para mim.
As lembranças que carrego, desde os tempos de
criança, são frutos do teu viver. 

O suor da tua face, mistura-se  às lágrimas  que dos meus
olhos rolam, com a cor da felicidade, e o sabor da saudade.
Desculpa-me por minha existência  haver exigido tanto de ti...
Agora, aceita meu beijo, no rosto ou  na alma, neste teu dia,

tão merecidamente festivo.
Bendito seja Deus, que me permitiu ser o teu filho, querido pai !

Sinval Silveira

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Conto poético; GAFANHOTO






Acordei com um zumbido estranho na vidraça...
Parecias faminto, comendo tudo o que vias pela frente.
Em poucos minutos, a pequena horta caseira, foi 
devorada.
Tua fome, nada sacia.
O teu apelido  é  "praga", só porque sentes  necessidade 
de comer. 
Mas, também, sinto o mesmo !
Minha  espécie  necessita de  alimento, tanto quanto a tua .
 Somos do mesmo reino !
Na infância, foste parte das minhas inocentes fantasias...
Cantarolei,  por muito tempo, uma música em tua homenagem.
Enterrei uma garrafa em meu quintal, contigo dentro, para
te proteger dos venenos que espalharam pelo vilarejo.
Quando adulto,  fizeste parte dos meus sonhos e pesadelos...
Voltei ao lugar do enterro, dezenas de anos após.
Somente a garrafa lá estava. Tu, não...
Deus ouviu  minhas preces, pois tenho certeza que
dentre esses quatrocentos milhões de gafanhotos,  que
estão  chegando, um és tu. meu amigo !
Sei que me reconhecerás !
Sejas bem-vindo  !
Terminou meu  pesadelo.
 Recomeçou minha fantasia !
Consegui te salvar !




segunda-feira, 20 de julho de 2020

Poema: PREFIRO SER POETA


Mesmo que não seja verdade, finjo acreditar !
Vivo noutro mundo.
Sei entender. 
Preciso entender...
A vida real não mais me satisfaz.
Necessito de outra lua, de novas estrelas, de um
novo sol !
Preciso  acordar com outro gorjear, com um novo
amanhecer, com os aplausos das borboletas !
Quero as flores com outros perfumes e cores.
O mar mudando o seu leito, abraçando o  amor,
sorrindo de felicidade !
Finjo que tudo isto  é  verdade !
Saturei dos olhares sem ternura, dos sorrisos sem
graça e dos abraços,  com amargura.
Quero sentir o calor de um aperto de mão !
A vida real, não mais me satisfaz.
Prefiro ser Poeta !

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Poema : LAMENTO


 
Tentarei confortar estas lágrimas, que despencam sobre minha face...
Não as enxugarei, em respeito aos seus sentimentos, que são puros e verdadeiros.
Direi, apenas, que  continuem rolando, até que meus olhos sequem...
Até lá, viverei da saudade que deixou aquele amor .
Foi tão forte que imaginei somente Deus para  nos separar.
Precisou algo invisível, poderoso o suficiente para nos fragilizar,
emocionalmente.
Entretanto,  no meu aparente silêncio, de que reclamas, estive
sempre recolhido aos meus pensamentos, agradecendo e pedindo
a Deus por tua felicidade, junto a  mim, sem machucar ninguém.
Deus, equivocadamente, interpretou minhas orações.
Acabou te machucando e, também, a mim...
Agora, trôpego, pois não tenho mais em quem me apoiar,  sigo
abraçado a esta saudade, que já  é imensa, saciando a sede deste
amor, na fonte quente destas  teimosas, mas verdadeiras, lágrimas.
Sabes onde me encontrar e o endereço do meu coração, que 
estará sempre de portas abertas, esperando a volta dos teus passos.
Um teimoso abraço... muito sincero, no silêncio do meu
 "lamento ".

Sinval Silveira

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Conto poético: EU VENDI FIADO...


Minha geração  e, também, as anteriores, conviveram com
o terror  desta  inibidora frase:  " EU  VENDI  FIADO ".
os comerciantes a colocavam em locais das lojas, bem visíveis
aos olhos da freguesia.
Era ilustrada pela foto de um homem magro, mal vestido e,
ao canto do estabelecimento, um cachorro com as costelas 
à mostra.
Representava o "calote", o fracasso e a falência.
Ao lado, no mesmo quadro,  outra frase:  " EU  VENDI  A 
DINHEIRO ", ilustrada por um homem  corpulento, fumando
um  vistoso charuto, acompanhado  de seu cachorro bem
alimentado.
Como as coisas mudaram...
O termo " fiado "  foi substituído por  " prestação ", onde se
realizam quase todas as vendas.
As placas ilustrativas e,  talvez  ofensivas, desapareceram
das paredes dos comerciantes, sendo substituídas por
ofertas a perder de vista .
Certamente, aquele homem gordo, da ilustração, morreu
de diabete, colesterol altíssimo, câncer de pulmão ou 
doenças cardíacas.
O magérrimo,  foi devorado  pela tuberculosee pelo stress.
O vendedor das placas, antes bem sucedido,  FALIU !
É, os tempos mudaram mesmo, e não foi por  culpa dos
velhacos...

SINVAL SANTOS DA SILVEIRA.








terça-feira, 23 de junho de 2020

Poema: A MORTE DA ALMA


"Ainda sinto teu  sabor, tua manhã nascendo, tuas ondas quebrando em minhas areias...
Ainda sobrevoas o meu sono,  habitando as minhas palavras 

e, ruidosa, ,quebras o meu silêncio, como um verso querendo, 
 de qualquer jeito, ser escrito neste poema !
Fomos dois corpos  numa só alma.
Deixaste meu corpo, levaste minh'alma... "
Sentado, entre  às portas da vida e da morte, aquele
homem, maltrapilho e esquálido, repetia, sem cessar,
estes apaixonados versos.
Louco, sim, louco de amor...
Nada mais enxergava.
Somente seu triste passado, iluminava seus pecados.
Não caminhava e  não parava.
Não havia estrada.
A porta da vida se fechou...
Sua alma,  alguém levou...
Seus versos ?
Somente  um louco e apaixonado Poeta, declamou !

SINVAL SILVEIRA.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Poema: A SEDUÇÃO DA MÁSCARA


Que olhos são esses ?
Tem o  sorriso da alma, o brilho do luar e a 
ternura do  amor !
Jamais havia notado tanta luz,  nesse  rosto
de mulher !
Que olhos são esses ?
Estavam perdidos no  paraíso ?
Dizem os poetas que são o " espelho da alma ".
Equivocados, estão.
 São a própria  alma, a assinatura da verdade e da 
ternura !
Precisou a ameaça de um  ser tão invisível, quanto
a alma,  para desvendar, finalmente,  o grande segredo
da mulher ! 
Que olhos são esses ?
A "BURCA" tem razão !
A mulher não precisa mostrar mais nada,
na sedução...
Somente a alma,  somente o olhar !


SINVAL  SILVEIRA.

domingo, 7 de junho de 2020

Poema: A PESCARIA


 
Com os porões  abarrotados  de lembranças, e os olhos
rasos d´água, afastou -se da costa para cumprir sua
missão.
Na mente, fortes  imagens daquele grande amor...
Ouve sorrisos da amada, enxerga  o rosto brilhando na fria 
madrugada, pedindo  para voltar.
A obrigação de trabalhar, sufoca seu apaixonado coração.
Ao alvorecer, as gaivotas reconhecem  o  seu barco,
dando-lhe as boas vindas !
O vento  toca sua face, parecendo lâminas de aço.
A proa abre caminho nas águas frias, afastando as  ondas
bravias,  para o barco navegar.
Já no  parcel,  com  o auxílio da sonda e do sonar, o
cardume desejado é localizado.!
A  alegria  dos embarcados, velhos e novatos, é contagiante !
Mas, o comandante, nem mesmo neste momento de euforia,
deixa de pensar  no seu amor, que nas areias da praia deixou.
Esta, é a vida de pescador.
Pode ser simples, mas  muito rica em amor !







domingo, 31 de maio de 2020

Poema. PERDÃO, JURO QUE NÃO SABIA...




Juro que não sabia, o  tamanho do amor que sentia.
Em  cada rosto, a tortura da ausência me faz delirar...
Ouço o que fala, vejo o brilho do olhar !
Do poema  recitado, faz renascer,  no palco das
lembranças,  aplausos e  esperanças !
A emoção da plateia,  me envolve de alegria !
Juro que não sabia, o  tamanho do amor que
sentia...
Dos versos que versaste, do canto que cantaste e 
da dança que, com tanta graça, dançaste, jamais
esquecerei !
Da doçura e da meiguice do teu olhar, me apossei...
Perdão, juro que não sabia o tamanho do amor que
por ti sentia, Artista do Grupo de Poetas da Trindade  !

sábado, 23 de maio de 2020

Poema: QUANDO TE SENTIRES SÓ....


                

Sim,  quando te sentires só, lembra das palavras que
te falei, das declarações de amor sincero, que ouviste
de mim.
Tudo verdadeiro,  até os abraços e beijos,  no calor
da paixão...
Ainda  te sinto em meus braços.
Ouço tua voz ofegante, a me dizer que jamais  irias  me 
esquecer.
Restou, sim,  um profundo silêncio...
Teus braços se envolveram em outros braços.
Teus olhos brilham por outros olhos.
E teus lábios, que tantas juras juraram  um infinito
amor,  calaram tua voz, pariram minha dor !
Em tua memória, haverás de encontrar os
melhores momentos que, nestes loucos versos,
não escrevi.
As lágrimas, que  correrão em tua face, serão 
tuas  companheiras, quando te sentires só...

Sinval Silveira



terça-feira, 12 de maio de 2020

Poema: PARA QUE JAMAIS ME ESQUEÇAS...



Não me permitirás seguir os teus  passos,
nem que olhe nos teus olhos, ou que ouça
a tua voz...
Não poderei saciar minha sede na tua  fonte.
O telhado que te abriga, jamais me abrigará.
Nem mesmo o sol  que te aquece, me aquecerá.
A prata do luar, não me pratará, porque todo o
seu encanto, a ti pertencerá  !
Mas, quando sentires o doce aroma da açucena,
de mim lembrarás.
Os passarinhos te dirão,  num gorjeio sem  cessar,
que nesta  flor, tão cheirosa, escrevi teu  nome para
meu amor eternizar !
Os rios seguirão seu curso, à  procura do  teu
olhar  !
Nem mesmo as cachoeiras, ou as pedras da
ribanceira, calarão o canto do sabiá laranjeira,
que  te lembrará, pela vida inteira, o nome que
deixei gravado no  perfume da  açucena  !
Jamais me esquecerás !

Sinval Santos da Silveira
10/5/2020.



segunda-feira, 4 de maio de 2020

Poema: Homenagem as Mães





" Ofereço-te as minhas entranhas.

O meu sagrado corpo, servirá de berço ao teu

nascimento, estimado filho.

O meu amor, será tão forte  quanto o florescer

da primavera.

Jamais haverás de me esquecer...

Bendito seja Deus, que permitiu a tua fecundação,

amado filho meu.

Teus olhos, teu coração, e os teus sentimentos,

serão pedaços meus, a ver, amar,  e sentir, por este

mundo do Senhor ".

São palavras, minha querida mãe, que ouvi mesmo

antes de nascer, ainda protegido em teu ventre.

Lamento, que nenhum ser humano haja sido capaz

de resumir, numa única palavra, todo o amor que

sinto por ti.

Tudo é muito pouco, muito singelo, diante da  grandiosidade

da vida que me deste, do seio que me ofertaste, da

proteção dos perigos, a que estive exposto.

Não posso esquecer a divina felicidade que me propiciaste,

no afago do caloroso beijo de amor.

Uma verdadeira bênção de Deus...

Do corte daquele cordão, que separou meu frágil corpo,

do teu corpo forte, ainda me lembro do ranger  da impiedosa

e inconsequente tesoura, separando-me da tua proteção

biológica.

Perdoa-me pelo gemido de dor, que te fiz passar.

Assim, querida mãe,  neste teu sagrado dia, quero te

ofertar o meu carinho, com um doce beijo, que te darei na

face, ou na alma, para simbolizar o quanto te amo !


Sinval Santos da Silveira


  

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Poema: FUGINDO DA SOLIDÃO

sábado, 11 de abril de 2020

Conto Poético; CONFINAMENTO COM LIBERDADE



Isolado  pelas  paredes do meu refúgio, realizei uma
bela viagem no tempo.
Reencontrei um menino, cheio de sonhos, vestido de
azul e branco, atento e obediente à sineta barulhenta
da sua "Escola  Pública".
Corria, levando  nas mãos sua pasta  cheia de livros e,
no coração, sonhos coloridos !
Nos bolsos, bolinhas de vidro,  à espera do recreio...
Ainda ouço o seu tilintar frenético, parecendo falar 
coisas que, hoje, posso decifrar.
" Menino, o tempo passará,  tão ligeiro  que nem  perceberás...
Um dia,  voltarás a este  lugar, tentando ouvir, novamente,
aquela  sineta que interrompia teu jogo de bolinhas de vidro.
Entrarás, ansioso de saudade, para rever a  mesma salinha  
de  aula,  os colegas e aquela querida  Professora !
Não estarão  mais lá... "
Deixa-me, então, confinado neste lugar !

Sinval Silveira

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Poema: GUERREIROS DE BRANCO

segunda-feira, 23 de março de 2020

Poema: ATÉ PILATOS LAVOU AS MÃOS




Por  onde andam os  gritos infantis, os  doces gorjeares e os insistentes  ladrares ?
Minha rua emudeceu, ou os ruídos se mudaram deste lugar ?
Apenas um cão  abandonado, olhou para o meu lado e me
cumprimentou !
Abanou   sua calda, parecendo me advertir do  risco que eu 
Corria.
Solidário em minha  dor,  exibiu suas costelas,  como diplomas 
da fome que  passou.
Liberdade,  pela imunidade que desfruta desta peste,  que
a todos  assolou.
Por um momento, senti-m inferior aquele  animal, que circula
pelas ruas,  em liberdade total !
Estou em prisão domiciliar, com medo  do  corona me pegar e,
até, esqueci dos bandidos que queriam me assaltar.
Eles, agora, tem medo do fantasma, sem dinheiro ou celular.
Não adianta  correr ou ficar. 
Desta vez,  não lavando as mãos, o bicho vai pegar !



SINVAL  SANTOS  DA SILVEIRA

quinta-feira, 12 de março de 2020

Poema: A SEGUNDA CHANCE


Encostou  seu delicado rosto ao meu,   sussurrando
um lindo poema !
Falava de um amor com muita  ternura, parecendo
uma saudade  acorrentada  no fundo do coração.
Emocionada, chorou...
Não consegui pronunciar, sequer,  uma palavra  de
consolo.
Queria  dissipar aquela  tristeza, mas foi maior minha 

fraqueza.
Sobre a mesa, suas mãos frias  e inquietas,
clamavam por uma segunda  chance.
Era o grito da sua alma,  exigindo a  liberdade  dos
sentimentos,  umedecidos pelas lágrimas do passado.
Seus olhos, agora lindos e brilhantes, sorriem de felicidade !
Não fala mais de saudade, e  escreve lindas poesias  nas
páginas  de uma  nova vida !

Sinval Silveira

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Poema: AINDA QUE AUSENTE




De olhos fechados, te vejo  a minha frente.
Vestes a roupa que peço, ou nenhuma...
Jamais me negas, como se fosse uma ordem.
Sei quando estás triste.
Sempre acontece quando abro os olhos.
És tímida, vives na minha imaginação, para que
somente eu possa  te ver.
Escuto a tua doce voz.  
Só eu, ninguém  mais.
Durmo, todas as noites, abraçado a ti.
Escuto as tuas historias, contos lindos,
para eu dormir.
Desconfio, até, que sejas uma fada, ou a
Deusa do Amor...
É bom te sentir presente mas, se estiveres
ausente, separada por estas  águas bravias,
fecho, novamente, os olhos e  te  envolvo  
num afetuoso  abraço !

Sinval Santos da Silveira.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Conto poético : CABOCLO DO JAMUNDÁ


À margem do Jamunda,  no interior de uma humilde e
acolhedora casinha de caboclo, desfrutei o privilégio de uma
rica  prosa com seu morador.
Tem  nome, sim.
" Vardi da  Fefé ",  um sábio  homem !
Não soube me dizer se tem registro oficial, o seu nascimento.
Sente prazer em dizer que nunca foi  à  escola, e que jamais
tomou um só remédio de farmácia.
Conhece as plantas  "chazeiras"  e, disto, muito se orgulha !
Não conhece dinheiro e sorriu, com todos os dentes, quando lhe
perguntei  se isto não lhe faz falta.
Seu moço, tenho tudo de que preciso para viver.
Deus, não me deixa faltar nada.
Colho, quase tudo, na floresta e planto o que lá não
encontro.
Minhas galinhas me dão ovos, todos os dias, e o amigo 
Jamundá,, que trouxe o senhor até aqui, me dá peixes a
qualquer hora do dia e da noite.
Quando preciso  de alguma coisa, que não tenho por
aqui, troco, no vilarejo, por mercadorias que  estão sobrando.
Planto feijão, milho, mandioca e tudo mais.
Para que dinheiro ? 
Entende, agora ?
Nasci  assim e assim  tenho vivido, com mulher e 11
filhos.
E a vida do Senhor, como é ? "
Respondi-lhe, constrangido:
Não é tão boa quanto a sua, certamente.
Um dia, quero virar "caboclo", se Deus me permitir, como
o senhor, Amigo  !
Sinval Silveira