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domingo, 18 de julho de 2021

Poema: SABES QUE DIA É HOJE ?

                 


   


Para mim, uma data inesquecível...

Encontrar-te, meio à multidão,  foi um presente ao meu coração !

Uma alegria, tão grande que,  até hoje, vives junto aminha imaginação.

Converso contigo, ouço a tua opinião, sempre inteligente !
Nos meus sonhos,  estás presente...
Quando faço minhas orações, troco o nome da Santinha
pelo teu nome,  e tu sorris...acho que é por  compaixão,
pois  entendes as angústias  de uma paixão.
Ao teu lado, sempre enxergo  duas sombras.
Uma, é a tua, tenho certeza.
A outra, é a minha, pela aparente tristeza
Cabisbaixa, de costas, sem falar ou gesticular.
Não consigo ver o  brilho do seu olhar...
Às  vezes, até ouço o seu  gemido, penso que está
fingindo não te amar.
Ainda, nesta madrugada, me acordou para  perguntar,
chorando: SABES  QUE  DIA  É  HOJE ?






segunda-feira, 5 de julho de 2021

Poema: REMENDOS DO PASSADO



Nesta linda e encantadora Ilha, onde nasci, ainda 
vicejam  fortes  lembranças de um passado, que
está logo ali...
A classe social menos favorecida, a que eu
pertenci, muitas dificuldades tinha para  se vestir.
Roupas usadas, por doação, era uma humilhação.
Dinheiro, para nova aquisição, só existia na imaginação.
A roupa, surrada ou  rasgada, aguardava por um
"remendo", sem constrangimento.
Creio, até, que era sinal de dignidade, um recado sem
maldade:  " sou  honesto e desprovido de vaidade "...
Remendo, hoje em dia, só na festa  caipira, para lembrar,
com graça, as dificuldades de um tempo que passou !

Sinval  Silveira


sábado, 26 de junho de 2021

Poema: CARÊNCIA RECÍPROCA

 




Estendeu sua mão, em direção a minha.
Estava úmida e fria.
Olhou-me com tanta ternura ...
Abracei-a, carinhosamente, e ouvi sua voz,
trêmula, sussurrar...
" Estás tão lindo ! "...
Pegou-me de surpresa...
Disse-lhe que, também,  ela estava muito
bonita !
Com os olhos marejados, subiu ao palco,
com um sorriso de  plena felicidade !
Mesmo com esta pandemia, sinto, a 
todo  momento, a doçura da sua voz  a  me
falar com tanto carinho !
Hoje, sei, a carência era recíproca !

Sinval  Silveira.







ResponderEncaminhar

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Poema: UMA LÁGRIMA A ME CHAMAR

 


quinta-feira, 27 de maio de 2021

PERDÃO...

 




Vasculhei o mundo à procura daquela mulher !
Sobrevoei terras e  mares  !
Revistei mosteiros, cláusulas, residências de Deus,
cavernas tenebrosas  do satanás, mas  ninguém 
informou seu paradeiro.
O lindo olhar que me  enfeitiçou, não  teve piedade
do que de mim restou...
Os Rostos, que na vida encontrei,, não eram da 
boca que, inocente, me sorriu.
Mas, meu coração, teimoso, não desiste
Recarrega  minhas forças, na luz daquela
paixão  !
Dia e noite, da minha mente não sai.
Um rosto preso a um  corpo, mergulhado na
mais profunda pobreza, representa a riqueza
que minh' allma tanto deseja.
Ainda hoje, procuro por ela, sigo os passos da
minha intuição,  mas  sempre esbarro na decepção...
Quero, apenas, lhe  pedir perdão...


terça-feira, 18 de maio de 2021

Poema: A Liberdade do Artista





Levei tempo para te entender, nobre Artista. 
Tua Arte não é somente "Arte", é, também, liberdade.
 Compensas as restrições que a vida te impõe, a brutalidade com que a sociedade te 
cobra, criando o teu mundo paralelo, onde tudo é belo !
 Escreves o que queres, com substantivos e verbos da tua livre escolha, que nem mesmo tua professora, se atreve opinar.
 Penduras no cavalete, a tua frente, um pedacinho do Céu, e teu pincel percorre os caminhos que a imaginação dita ao teu coração !
 Não há mão, nem contra- mão. 
 Somente a Arte no volante, conduz teus passos adiante.
 Surgem traços, cores e formas, por vezes só por ti, Artista, são vistos.
 Admiro teu talento, liberto meus pensamentos ao vento, para trazer um só entendimento do que criaste !
 E a mim, neste exato momento, cabe, apenas, o sagrado direito de te aplaudir.

 Sinval S.Silveira.

sábado, 8 de maio de 2021

HOMENAGEM ÀS MÃES Poema: DE CORAÇÃO PARA CORAÇÃO !

 


domingo, 2 de maio de 2021

Poema: ALMA DE MULHER







Não havia como negar.
A vida registrou  em sua face, passo a passo,  uma  caminhada
repleta de episódios.
Cada  sulco fala  tão alto,  quanto o baixo relevo da  dor.
Sentada, à beira-mar,  já sem forças para  gritar,  traduz,
linha a linha, a mensagem que carrega em  seu rosto.
É uma  linguagem diferente,  mexe com os sentimentos 
da gente.
O brilho da vida  abandonou  seus olhos, que só
enxergam  o passado... 
As lembranças  lhe dão forças !
Entre  imaginárias paredes, desfila vestida de Rainha !
É aplaudida pelos súditos !
Da carruagem,  acena  à multidão e recebe flores !
Num momento de lucidez, abre os olhos e se olha
na realidade do espelho...
As inevitáveis lágrimas  quebram as algemas da ilusão !
Arruma seus cabelos, e um novo  sorriso  ilumina sua face !
Sente-se mais linda do que nunca, e consegue enxergar,
finalmente, sua  deslumbrante   " ALMA DE MULHER "  !

Sinval Silveira.

terça-feira, 20 de abril de 2021

Poema: I N J Ú R I A



Fere mais que punhal.
Nada causa tanto mal !
Até na Bíblia, e na lei dos homens, é reprimida.
Gera  dores, abre  fendas e feridas, atravessa
o  tempo, sufoca o vento, resulta morte.
É um monstro que nasce na boca inconsequente,
atinge  a alma do inocente,  levando   revolta e dor.
Não há tratamento nem esquecimento...
A ferida não cicatriza, queima como fogo do inferno.
Já destruiu  fortes amores,  furtou perfumes das flores,
acabou com o encanto do luar.
A solução nasceu na cruz do sacrifício,  quando o Cristo Jesus
pediu ao Pai " PERDÃO  AOS IGNORANTES ", por
 desconhecerem aquele mal ...

Sinval Silveira.

sexta-feira, 9 de abril de 2021

Poema: NÃO SEI O NOME DO MEU PROTETOR

 

quinta-feira, 25 de março de 2021

Poema: ARQUITETO DO AMOR

 



Velho Poeta, por que olhas tanto para o Céu, se estás  na

Terra ?
"Jovem criatura, lá em cima, junto a Deus, residem as minhas inspirações...
Desenho  amor nos corações e descortino, no palco da vida,
as sublimes emoções  !
Estimulo  a compreensão, o perdão e tudo mais,  para unir
os corações e ouvir  o que dizem as almas.
Por aqui, presto atenção na vida, no sorriso das crianças, no
perfume das flores e no gorjear dos passarinhos.
O Universo  me  observa, o tempo todo...
Não consigo dimensionar o seu tamanho e, quase tudo,
fica por conta da minha imaginação...
Por isto, pensam que vivo  fora deste mundo mas, se assim 
fosse, eu seria um poeta bem melhor do que sou !
A beleza radiante da montanha, somente é vista por quem
está fora dela...
Sou, apenas, um arquiteto do amor  !
Preciso olhar  muito para o Céu, pois lá reside um Ser Supremo 
a me inspirar " !  
Acordei com um Anjo, a me  beijar...

segunda-feira, 15 de março de 2021

Conto Poético: M A L D A D E ...



Era um final de tarde de verão.
O sol, no poente, já caminhava apressado para iluminar outras
terras, muito distantes !
Eu,  preguiçosamente  deitado numa rede, pensava em nada
importante.
Apenas, observava um lindo canteiro de temperos verdes,
muito comuns nas habitações à beira-mar.
Mas não é comum as plantas  se mexerem, sem vento,
com tanta persistência.
Curioso,  fui olhar de perto.
Um sapo  se debatendo, pedindo socorro, certamente.
Parecia sentir dor... muita dor.
Com todo cuidado, o examinei.  
O que levaria alguém a praticar tamanha maldade ?
Costurar a boca do batráquio, com linha preta...
Cortei a costura.
No interior da boca,  um bilhete escrito com tinta vermelha,
dizia:
" Ana Lúcia, serás só minha, após a morte deste infeliz ".
Libertei o bicho num pequeno córrego, aliviando-o daquele
sofrimento.
Coincidência, ou por agradecimento, naquela noite, contei
nada menos que  13  sapos  em meu quintal, coaxando, como
nunca, por toda a madrugada ...

Sinval Silveira,




sábado, 6 de março de 2021

Conto Poético: A OUVIDORA MISTERIOSA



Década de 1950.
Centro da minha Cidade Natal.
Uma mulher, deslumbrantemente linda e insinuante, desfilava
seu charme nos arredores da Praça XV de Novembro.
Não era prostituta...
Era uma Respeitável Ouvidora, Conselheira e nada mais...
Ouvia sua clientela num banco de  jardim.
Eram homens, fracassados no amor e carentes de atenção.
Eles  contavam suas histórias. Ela os ouvia, atentamente.
No final, transformando-se em  "Conselheira", emitia sua
orientação, muito sábia, segundo eles.
Também, mulheres a procuravam e  ficavam impressionadas
com a sabedoria da  " Ouvidora ".
Cidade pequena, Povo curioso e místico por natureza,  não
falava em outra coisa.
A mulher desapareceu, tão repentina e misteriosamente
quanto havia surgido.
As explicações foram as mais variadas, não se descartando
a ESPÍRITA, em razão da sua semelhança com uma  Professora
de um Município vizinho, assassinada por seu marido, no
início daquele século, por  ciúmes.
A dita Professora foi, também, ouvidora e conselheira
de assuntos familiares...
SERÁ ?

Sinval Santos da Silveira.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Poema: UMA ENCRUZILHADA SEM FEITIÇO



Vigiada pelas sombras da noite, amedrontava os 
passantes, querendo seus amantes destruir.
Velas negras, galinhas pretas, ossos e areia de 
cemitério, formavam um cenário macabro, 
querendo sua  vítima  destruir.
Nas noites de lua cheia, quando a encruzilhada 
ficava  deserta, ,um vulto  de mulher,  na madrugada 
fria,  cantando a  "Oração  da Ave Maria", o feitiço  
varria.
Em seu lugar, uma vela branca, do Altar de Santa  
Terezinha, acendia !
Os feiticeiros do  " Morro do Hospital ", nunca mais 
costuraram o mal, depois  que a Santa, cantada em
 versos, no Altar  lacrimejou !

Sinval Silveira.




terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Conto poético: O DESFILE DE MION





MION,  é uma sereia que habita meus poemas .
Saiu do fundo dos oceanos para, eternamente, me ensinar a
viver  !
Só me traz alegrias e muito amor...
Sempre inova o relacionamento, com aprendizado que trouxe
do seu mundo.
Certa ocasião,  apresentou-me uma doce novidade, na intimidade
das "quatro paredes".
Retirou do armário algumas peças do seu vestuário, e pos-se a
desfilar.
Parecia  flutuar...
O sorriso e a sensualidade  demonstrados, traduziam a 
exuberância de um carinho incomum, entre  dois seres...
Jamais assisti a um espetáculo tão belo !
Nas noites de lua cheia, na predominância do intenso
frio do inverno, eu a levo até o " Costão da Feiticeira ".
Beija-me e desaparece nas profundezas  do Oceano,
sem data para retornar.
Faz tempo que se foi, desde a  última vez.
Mas a porta dos meus poemas, sempre estará aberta
esperando pelo seu retorno !
Sempre foi assim...

Sinval Silveira.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

Conto Poético: UM PROFESSOR EXCÊNTRICO