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quarta-feira, 16 de maio de 2018

Poema: SUPLÍCIO DE UMA SOLIDÃO.


Abandonada pelos encantos,  segue a vida abraçada
aos desenganos.
Restou-lhe o pranto  tempestuoso das  lágrimas ardidas,
das cicatrizes deixadas pelas feridas, lembrando a dor 
ressoante da solidão.
Em cada curva da estrada conhecida,  uma lembrança
assalta sua  alma de mulher sofrida,  vertendo lágrimas,
turvando  aqueles lindos olhos, ainda apaixonados.
Trôpega e ofegante, vaga à procura do  passado que  lhe
disse adeus.
Em sua face, os sulcos  mostram ao mundo  o quanto  é 
profundo o sofrimento.
Tarde demais para  arrependimento.
Muito cedo  para esquecer.
Hoje, escrava de uma  saudade impaciente, clama ao Céu 
por perdão.
Sem resposta e sem esperança, aumenta o suplício da 
solidão.
 
Sinval Silveira


2 comentários:

  1. Saudade é a memória do que ficou...

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  2. Oi, querida Poetisa, Thaís Livramento, boa noite!
    Muito grato pela inteligente definição e carinhosa
    prsença.
    Olha, como é lindo o teu blog !
    Um carinhoso abraço e um ótimo final de semana.
    Sinval.

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