Vagando pelas ruas do meu bairro, lá está ele,
um "morador de rua".
Não se importa com as horas... Seu estômago
lhe avisa quando está com fome, e seu corpo,
quando é hora de dormir.
Sempre há uma alma caridosa, que lhe oferece
uma refeição, e alguns trapos para enganar o
frio.
Disse-me, certa vez, com muita convicção:
"Prefiro viver assim, pois não pago impostos, energia elétrica, água, aluguel, gás, transporte,
e, principalmente, não preciso trabalhar.
Ganho, por caridade,algum dinheiro,
diariamente. Mulher, para viver comigo,tem
que se adaptar â mim.
Ainda não a encontrei, mas sei que acharei uma que pense como eu;
A vaga está disponível... ".
Mas não conseguiu, em momento algum,
esconder as lágrimas rolando em seu rosto.
Seriam de felicidade ? Não creio
Sinval Santos da Silveira ( 01/ 3 / 2026 ).
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