O PESCADOR ERRANTE.
Oh, ser de rude semblante,
que procuras além do fronte,
senão a travessia da alma pela ponte ?
A ponte que te leva ao nada,
se não enxergas no horizonte,
o belo rosto da mulher amada !
Volta, a vida em terra te espera,
ouça o gemido do vento à vela,
na teimosia do barco, em direção a ela.
Sinta a maldade da ausência, o rigor
do frio que te corre à espinha,
lembrando a vontade da permanência.
Agora, fala do teu ardente amor,
das lágrimas que encheram o mar,
e fala da promessa ao lado dela,
a vida eternizar.
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