A esperada estrada de prata, sobre o mar
bravio, não se faz presente, e a exuberância
das flores abraça a primavera.
Até o canto do vento embala as vestes,
na ausência do corpo amado, suavemente
reverenciado pelas verdes folhas do coqueiral.
E no aconchego da estreita intimidade,
o céu desce do firmamento e se instala nos
braços de duas almas perdidamente apaixonadas.
A lua, em estação cheia, se apresenta rodeada por
lindas estrelas e constelações.
A mulher amada, autora de tamanha mutação,
veste as asas da sua inspiração e recebe,
agora como fada, o carinhoso abraço e as
lágrimas de emoção do seu grande amor.
À esquerda da lua cheia, ainda hoje se observa
duas estrelas, bem próximas, guardando, para
a eternidade, um doce e misterioso segredo...
Sinval 12/03/2011
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