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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Poema: FOI MARAVILHOSO TE AMAR !





Feliz de quem esteve  em teus braços, 
desfrutando  de um  admirável amor !
Na  troca das emoções, nenhum momento
foi perdido !
Foi  a semeadura da felicidade,  a ressonância 
da saudade,  cheirosa flor que não secou !
As  marcas  deixadas em minha essência, são
 testemunhas  de uma feliz existência, que 
os anos, mesmo apressados e distraídos,  não
 conseguiram apagar.
Duradouros momentos e  olhares profundos de
 ternura,  levaram  ao pranto o  apaixonado 
poeta, que escreveu  lindas histórias  de amor  !
Como uma  "obra de arte", mareou os meus
 olhos  e, de encantamento, o incauto coração  !
Hoje, vejo passos paralelos aos teus passos, e 
que não são os meus...
Nada  restou, além das verdades.
E o tempo, arrependido por  apressado haver 
sido, pede silêncio  para dizer que, mesmo
assim,  foi maravilhoso te amar !
Sinval Santos da Silveira

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Poema: MUITO DISTANTE DAQUI


A distância induziu,  e a precipitação concluiu.
Li,  naqueles lindos olhos de mulher,  a tristeza 
por haver decidido o destino  de um grande amor.
Feriu de morte a quem  não  pretendia magoar.
Sentenciou , por  orgulho, ou impaciência, um
 maldito "ponto final".
Sua alma,  não aprovou.
Conselho do coração, não lhe faltou.
Sofre, agora, a angústia do arrependimento, e 
recorre ao  seu santo protetor.
No vento, que vem do norte, sente o cheiro 
do homem da sua vida...
Esquecer,  impossível !
A saudade  devora as suas entranhas, e o orgulho
 cederá lugar ao  direito de amar !
Reza e chora baixinho...
Grita  o seu nome na  madrugada  e, desesperada, só
 lhe resta pedir perdão. 
Distante, muito distante daqui, um coração de homem
apaixonado, ouve  o seu clamor, reatando tão belo amor !
Sinval  Santos da Silveira

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Poema: A POETISA E O PESCADOR



Sensível e  inteligente, habitava 

aquela  mente,  uma linda poetisa !

Construía os seus versos com beleza

e  harmonia, conquistando todo aquele 

que o seu poema lia.

Sua graciosidade a todos encantava,

e despertou a paixão de  um rude 

pescador.

Parecia pretensão demasiada,  

namorar uma mulher tão refinada !

Nem  compreendia os seus escritos, 

o  humilde  trabalhador.

Sua paixão era comovente,  e até 

humilhação vivenciou.

Mas seu barco e suas calejadas mãos,

sensibilizaram  a  criatura !

As gaivotas,  como cupidos em  ação,   

levavam  e traziam recados, tocando 

aquele  nobre coração.

O  que parecia impossível, em realidade 

se tornou !

Um  casal apaixonado, cheio de amor !

Ela, em terra firme,  belas  poesias foi

construindo.

Ele, em alto mar, sob os aplausos dos

biguás, pescando os peixes para a sua 

amada alimentar !

Junto-me, agora, aos pássaros marinhos 

e, também, aos passarinhos, para desejar 

ao feliz casal, muito amor,  na terra e no 

mar !
Sinval Santos da Silveira

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Poema: A ADOLESCENTE



Lembro-me bem daquele dia.
Torrencialmente, chovia.
Teu vestido  de chita, cobria um 
lindo corpo de menina,  querendo ser 
mulher.
Cabelos molhados e escorridos, pés 
descalços, brincando nas corredeiras das sarjetas, sem
 notar
 meus olhos voltados 
para  ti.
A chuva, impiedosa,  não dava trégua.
Eu,  quase  um homem, ensaiando o 
pecado,  te olhava com um olhar diferente.
Teus olhos,  nem perceberam os meus
olhos...
O tempo passou, e a adolescência foi 
embora.
A vida me levou para outros lugares, longe
de ti.
Mas  não te esqueci !
Voltei, te procurei, mas o mesmo tempo 
apagou  as tuas pegadas.
Não mais te encontrei.
Restou, em minha mente, aquele olhar
tão inocente !
Um  vestido de chita, brincadeiras nas
corredeiras,  me  trazem de volta a este 
lugar.
Aquele  jeito  lindo da  adolescente, que 
pena, deu  lugar, tão  somente,  à  
imaginação e à uma brutal saudade !

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Conto poético: CARTA ABERTA A UM MISERÁVEL




Miserabilíssimo Senhor Mendigo:

Perdoa-me por perturbar o vosso sossego, 
quase  eterno.
Estou confuso e necessito da ajuda de um
ser nobre, como Vós.
Vosso trabalho foi usurpado, ou inexiste, por
razões que suponho conhecer.
Procurei  nos balcões policiais,  e nos
 demais órgãos públicos
 de  registros criminais, qualquer ato
 ou fato que pudesse 
denegrir a vossa imagem de mendigo.
Aliás, uma  ocupação que abdica das vaidades
e ambições humanas.
Nada consta a vosso respeito, além 
de um homem que
 sofre as consequências de uma 
marginalização sócio/econômica, talvez por opção.
Então,  resta a miséria  como obstáculo e
discriminação sociais.
Tomei a liberdade de comparar  a vossa  vida, 
tão  humilde, com a de 
diversas "autoridades"  do meu 
País e, confesso, fiquei estarrecido.
Não tenho  o direito de vos ofender.
Vossa miserabilidade consegue
 sobreviver do nada, sem
 a ninguém  prejudicar.
É o extremo da vida.
"Aqueles outros",  assaltantes dos cofres 
públicos, roubaram as 
 economias do povo, inclusive
 a vossa e a  minha, e  vivem 
em palácios.
Ao contrário de Vós,  constam dos
 registros criminais. 
 Claro, com raras exceções.
Não sei como  pedir perdão a vós.
Mas, recebais a minha admiração !
Quanto aos "outros", aqueles ladrões a que me
 referi,  registro o meu desprezo e os votos de 
uma consciência  perturbada e  irreversível,
durante os anos de vida que lhes restam.

Respeitosamente,

Um admirador.
 
 
 
Sinval Santos da Silveira

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Poema: CHAPECÓ





Terra  "de onde se avista o caminho  da roça" 

e, também, do amor... 

Berço  da  orgulhosa  Nação Kaingang  e 

palco de ardentes  espetáculos.

Na plateia,  esperanças e vitórias, alegria 

e  intensa  felicidade.

Os valentes guerreiros,  voando alto como

aves rapineiras, foram noutras plagas  o 

oponente enfrentar !

Garras afiadas, emboscada nas alturas, 

tragédia no ar... deixaram, na terra, a 

amargura do  pranto a jorrar.

Olhos entristecidos revelam o tamanho 

da dor,  o espanto do horror !

Lágrimas, respingam  no mundo inteiro.

Murmúrios e gritos  trazem da roça do

Chapecó, o lamento do plantador...

E o  voo, 2933, chegou ao fim, sem o

seu destino atingir ...

Hoje, nas noites esgazeadas, escuto

soluços e gargalhadas, vejo estrelas a

piscar, avisando que um novo jogo vai 

começar !
Sinval Santos da Silveira

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Poema: VULTOS DO MEU PASSADO



Sombras animadas,  seguem meus
 passos, sumindo  na luz.
Fazem  gestos que não entendo...
Mostram o caminho que devo seguir, sem
olhar para trás.
Apontam para frente, conhecendo a minha
essência, o meu modo de ser.
São emoções, equilibrando  as ações, 
separando o bem do mal.
Experiências colhidas ao longo dos caminhos 
da vida.
Conselhos ofertados, braços que me abraçam,
sorrisos francos, doces prantos de saudade !
Sinais premunitórios, senhas e vozes
 que reconheço.
Amigos e amores, que já passaram, iluminando 
o meu  destino e transmitindo
 mensagens de proteção.
Sinalizam meus caminhos e,  com muito carinho,
procuram não me assustar...
Não sinto medo de quem me quer bem.
São vultos do meu passado, que reconheço,
também.

Sinval Santos da Silveira

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Poema: PRINCÍPIO ATIVO DA FELICIDADE




O lamento, que  resmunga no meu peito, 

gritando de revolta, diz  não  ter jeito, 

enquanto ela não voltar.

Bate descompassado o coração, apedrejado 

por esta intensa paixão.

Trêmulas mãos transmitem recados, lembram
 momentos doces de
 pecados e, numa prece, pedem perdão.

Abismado,  sem temer o abismo, enfrenta um forte 
cinismo, na  decretação do ponto final.

Dói  muito esta dor, que sufoca minh´alma, 

sem piedade e pudor.

Ainda  sinto o perfume do passado, nas 

minhas vestes impregnado, que se nega a 

me dar Adeus.

Daquele amor, por  consolo Divino, em noites
 prateadas, me faz ouvir  a passarada, 

gorjeando só para mim !

Meu coração, fortalecido e faceiro, grita alto 

ao mundo inteiro,  que é por ti, amor
 da minha vida, princípio 
ativo da felicidade, que ele vibra 

de tanta  saudade !


Sinval Santos da Silveira




























terça-feira, 15 de novembro de 2016

Poema: OS PÉS QUE TANTO BEIJEI !



Eram  o altar onde, de joelhos, eu orava.
Seguia suas pegadas,  e nem o destino me
interessava. 
Cobria  seus caminhos de pétalas de rosas,
deixando perfumados  os  rastros daquela 
mulher !
Admirava o seu caminhar, e  sentia  ciúme de 
qualquer outro  olhar...
Em permanente submissão, entorpecido pela
paixão, beijava os seus pés,  em obediência ao meu coração.
A desconfiança, sem limite, cada dia trazia um 
palpite, sobre estranhos  lugares por onde 
andava.
Meu peito ficou doente e  minh´alma afetada.
Foi embora a alegria  de quem tanto de amor
sorria, deixando, em troca,  uma infinita saudade.
Sem  os rastros  para seguir,  perdido fiquei 
na  vida,  não sabendo  para onde ir.
Sofreu o meu coração, o  sorriso  emudeceu  e 
a alma  entristeceu.
Outros lábios  beijarão aqueles pés, profanando 
os momentos de intenso amor,  quebrando
 promessas  e  juras, feitas com tanta ternura !
 
Sinval Santos Silveira


quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Convite

Coração Tagarela   virou Livro !!!  Florianópolis  em festa...
Que me perdoe o autor...mas não resisti e postei...rsrsrsr

Vera Portella

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Poema: SONHO DE AMOR



Em segredo, guardo as emoções contidas
no peito que,  meio sem jeito, ainda consigo esconder.
Com os olhos rasos d´água, trucido as minhas
mágoas, só para não te  aborrecer.
Confesso, já tentei  te esquecer...
Fiz promessas  ao meu santo protetor, subi ladeiras de
 joelhos, visitei  macumbeiros, mas nada adiantou.
Cada vez que faço isto, mais  aumenta  este 
amor !
Subjugado,  caminho sem  destino, à procura nem sei do que. 
Mesmo perdido no emaranhado desta emoção, 
sinto felicidade em meu coração !
De sereia te  vesti e no fundo do mar, nos porões
 de um calabouço, por ciúme,  te prendi.
Enlouquecido, pintei teu rosto numa  tela invisível, só 
vista nos  meus delírios.
Exibida e atrevida, no alto da escada, chamas
por mim.
Arrasto, de degrau em degrau, meu
 corpo cansado,  em busca do pecado...
Lá no alto, grito o teu  nome, mas só escuto o 
canto da sereia, acorrentada nas  profundezas 
do mar !
Então, retorno ao meu lugar de sonhador,
alimentado este amor, na esperança de não
mais acordar.
 
Sinval Santos da Silveira





quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Conto poético: GELANDO A LÍNGUA





Era uma tarde de verão escaldante.
A sombra fresca da copada da seringueira
frondosa, me protegia do sufoco.
Num banco de jardim, a minha frente, sentou-se
 uma mulher bonita e  sem pressa, saboreando
um belo sorvete.
Envolveu-me  numa conversa descontraída, com 
a língua gelada e doce,  como o teor do  assunto.
Disse-me:
" Sabes, moço, já completei quarenta e oito anos 
de idade.
Aparento ter mais ?
As minhas amigas acham que sim.
Sei que sou bonita, mas  já  fui muito mais !
Enlouquecia os homens !
Rastejavam-se aos meus pés, fazendo propostas
 de casamentos e tudo mais.
Entre uma coisa e outra, optei por " tudo mais ".
Entendeste  ?
Ganhei muito dinheiro !
Cheguei a sentir compaixão das mulheres que 
optaram pelo casamento.
Fiz, disto, a minha profissão.
Fui uma boa ouvidora dos homens, quase todos
casados.
Veja só, pagavam para que eu ouvisse as suas
reclamações conjugais !
Bebiam, riam e choravam.
Sempre demonstrei compreensão
 para com   estas reações.
De mim , ninguém tem nada a falar ! 
Não sabem o  meu nome, endereço, de onde
vim, como estou, se feliz ou infeliz....
Sou, tão somente, uma mulher que degusta 
um sorvete, num banco  de jardim,  gelando
a língua..."
Não falei uma só palavra, pois  o momento 
era  todo  dela. 
Displicentemente, jogou a casquinha do sorvete 
no chão, foi embora, sem se despedir...
Sinval Santos da Silveira

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Poema: ALÉM DAS ESTRELAS AZUIS




Misterioso amor, entala na garganta o 
desejo de soltar, bem alto, o grito da 
confissão.
De abrir as portas da proibição, dar vazão
aos sentimentos reprimidos, voando livre
como vento  sobre os mares da minha Terra.
Tudo é proibido...
Até o teu nome, tão lindo,  não pode ser 
dito.
Meu coração, em silêncio, amarga o 
sofrimento da promessa de um segredo 
a dois.
Entre o Céu e a Terra  juro, não encontro
lugar  seguro, para te amar com liberdade.
Então, vou além das estrelas azuis,  em 
busca  da intimidade e da luz serena dos
olhos teus, para me banhar de amor !
Lá, poderei  estes versos  ultimar e a ti
dedicar, sem  trair o segredo que,  aos
teus  pés, prometi.
 
Sinval Santos da Silveira